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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A manipulação da mídia nas eleições.

    A menos de duas semanas para termos que sair de casa,pegar a identidade e esperar uma hora e meia numa fila,o clima de manipulação digital vem aumentando gradativamente.Sim,eu estou falando das eleições presidenciais;vamos tentar escolher alguém menos pior dentre as grandes opções que nós restam.
    A grande torcida por parte da direita,para depois de oito anos o país poder voltar a ser governado pela 'elite',é escancarada nos debates e entrevistas dos candidatos à presidência.Existe uma força anormal para tentar convencer o eleitorado luleiro a votar num presidente marcado pela privatização de empresas públicas.E não é à toa que o assessorado de Dilma está apostando todas as fichas nessa deficiência que já é característica da direita.
     Mesmo com todo o aparato da população menos bem-remunerada,Dilma ainda não tem ganha essas eleições.Pois,ainda fica a incerteza de quem realmente ela é,uma vez que ainda não tem uma experiência diretamente pública,ou seja o público nunca elegeu ela para algum cargo federativo,como também fica a incerteza do que a volta ao poder de um partido de direita poderá trazer para o Brasil.Nesse equilíbrio de incertezas a mídia exerce papel fundamental para conquistar e direcionar o pequeno eleitorado de indecisos para o candidato que no momento lhe é mais agradável.
    Um exemplo dessa ação comunicacional foi 'a sala dos indecisos' em que um pequeno número de pessoas assistiram o debate entre Dilma e Serra,na rede TV.Ao final de cada bloco,eles opitavam por quem se saia melhor.Para a população menos maliciosa em macetes televisivos ficou a impressão - mesmo quando o funcionário da rede tv afirmou que essas pessoas foram escolhidas apenas no município de São Paulo,onde serra tem grande aceitação - de que Serra fosse o vencedor.Isso é manipulação uma vez que no Brasil grande parte das pessoas são ingênuas com relação à atenção em relação a essas pequenas informações.Sem mencionar a grande retórica de serra e a capacidade de conseguir redirecionar perguntas delicadas ao seu favor.
    Apesar de um grande contingente de pessoas terem entrado para as classes média e alta,o Brasil continua sendo um país composto em sua maioria por classes baixas,o que de certa forma impermeabiliza a ação da mídia na escolha de uma presidente apoiada por um ex-operário que 'botou o brasil nos trilhos'.
Por isso , no dia primeiro de janeiro , o Brasil conhecerá um dos caminhos que eram incertos e que com o tempo irão se tornar mais claros no meio de tantas incertezas que ainda habitam na ex-colônia portuguesa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ninguém pode mudar o que naturalmente será melhorado.


     Fico me perguntando se realmente existirá algum vencendor logo depois do último voto eleitoral apurado.Não irei me alegrar se o candidato por mim escolhido ganhar.Muito menos não irei descartar aquele vencedor não escolhido por mim.Ambos podem contribuir para o desenvolvimento do país.Mas isso não significa dizer que haverá uma otimização das estruturas que fazem o estado nacional.
   O corpo chamado nação brasileira,atualmente,sadio e estruturado economicamente é fruto de várias marcas do avanço gerado por anos obscuros,ocorridos durante o período de formação da nação que somos hoje.Aprendemos com os erros,os nossos governantes aprenderam também.Alguns com mais intensidade outros apenas em pensamentos ou em futuras ideias.Feridas - oriundas de anos de repressão política - ainda abertas elucidam-nos para a responsabilidade cidadã.A supervisão dos serviços em hospitais públicos,escolas públicas entre outras intituições estatais não é de inteira responsabilidade dos ministros do governo.Nós,cidadãos é que supostamente já teríamos a consciência de preservar e verificar os meios públicos à que usufruimos.Afinal,eles não são apenas os representantes de nossas escolhas?
    Depois de tantas décadas de aprendizado,já existe um curso natural para o desenvolvimento do país.O falso discurso de que o país só se desenvolverá com o candidato 'a' é refutável.O grande problema da escolha do governante será em que meios este usará para facilitar,quando não,acelerar o desenvolvimento - o tão falado e tão desgastado - sustentável.
    São dignos de premiação,tanto de qualidade como de roteiro,os filmes ou na verdade,propagandas eleitorais de ambos os candidatos.Milhões e milhões injetados nas agências de publicidade,para que estas tentem disfarçar e divinizar cada candidato pelos critérios de seu interesse.
    O verdadeiro mérito de campeão é dado aqueles que acordam para a realidade e tentam mudar o que parece estar mudado.Não existe nenhum político herói e amigo de todos e de todas.Existem jogos de interesses e de classes que no pano de fundo contemporâneo são influenciados pela intensidade dos fluxos globais.