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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mar do amor de carnaval

E tudo tá ficando tão grande, que eu tenho medo de perder o controle.

O mar estava cheio, a chuva caia cheia do mar
Os dois fundiam-se em gotas de atlântico
Enquanto nós, meu coração estava ao alcance da sua mão
Enquanto seu coração estava ao alcance de meu ouvido
Olhávamos um para o outro
Um para o outro.
Para o outro.

Aonde meu peito procura a melhor posição para entrelaçar-se com seu corpo,  para assim o choro purificador vir como água doce cristalina. Tal como é a maresia das conchas marinhas. Eu era todo calor do desfigurado não saber, do querer em estado puro de emoção, eu era meu peito, meu corpo desabando no choro sem razão. Na razão de saber que ali estávamos, mas que em breve não mais estaríamos. Em cerca de um tempo de amor, que passa ligeiro, estaríamos um e o outro voltando para nossas casas, para uma parte nossa que não conhecíamos.

 Na ventania cheia da escuridão do asfalto de água de chuva reluzente eu estaria todo ali entreposto nas singularidades da cidade de ares provincianos, a cidade dorme cedo. E eu, sem nem realidade de estar morto de amor, dormiria tarde.

Tudo novamente estava grande.

Os pássaros que agora via na cidade, os lilás vívido, quase sangrento, dos ipês, tudo ali era meu, era eu.
A inexistência de sorrisos e movimentações em dias rotineiros de outrora, desaparecera. O fogo de sentir o mundo na sua forma mais minha agora novamente me era aberto. Até as fitinhas multicoloridas que enfeitavam as avenidas da cidade faziam-me estremecer a pele, por que lembravam a alegria depois da tristeza. Era o carnaval. O carnaval é isso, a força de uma festa impulsionadora de vidas, de sua vida: de estar vivo na vivência do dia-a-dia, de ter força para lutar mesmo quando a dor e o desespero aparecer em seus olhos e ninguém, a não ser você e seu religare, te acolher em braços abertos. Mas, você, agora, novamente, e eu mesmo com o bombeamento de todo o dia, que agora já não me era todo o dia, para sempre, eu teria você em meus braços. A aliviar-me um pouco o fardo.

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